banda: Chocolate, Vitor Pessoa, Eu, Magnu Souzá, Everson Pessoa, Maurílio de Oliveira e Ivyson Casca.
na frente, Beth e Fernando Faro.
Passou ontem na TV Cultura o segundo programa Ensaio que eu gravei, desta vez com a Beth Carvalho. Para alguns pode não parecer, mas falar da Beth não é fácil. Por toda a sua história dentro da música popular brasileira, dizer que é uma grande cantora, ou que é uma grande sambista, é muito pouco. Qualquer coisa parece pouco, qualquer comentário parece pequeno. Dizer que foi uma honra gravar o programa com ela, que deu frio na barriga, também parece pouco. Fiquei muito tempo pensando no que escrever e cheguei a conclusão que se não fosse escrever um livro, seria pouco.
Dessa vez, além da Beth, ainda tem o Quinteto em Branco e Preto. Aí então é melhor nem começar, seria outro livro. Que felicidade é poder trabalhar com essa rapaziada!
Mas tem um fato que pra mim sintetiza tudo que eu gostaria de falar sobre ela. Há uns trinta anos atrás, Beth lançou em Belo Horizonte, na quadra do Clube Atlético Mineiro, a música “Vou Festejar” (Dida, Neoci e Jorge Aragão). O samba virou o segundo hino do time, e a Beth, como não poderia deixar de ser, virou madrinha da torcida!
Hoje em dia, que os contadores e marqueteiros comandam o mercado musical, com tantos artistas descartáveis por aí (mas esse papo é chato, não vou entrar nele), tal feito não seria possível. Trinta anos depois, ao final de todos os jogos do Atlético em Belo Horizonte a torcida canta religiosamente essa música, ganhando ou perdendo. É difícil imaginar hoje em dia, um(a) artista capaz de causar um impacto dessa grandeza, comunicar desta forma com o povo, com verdade, com paixão, e o povo se identificar com ele(a).
Eu vejo a Beth Carvalho assim.
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