Da esquerda pra direita:
Gerson da Banda e Jorge Neguinho: ritmo; Douglas Pity: surdo; Léo Rodrigues: pandeiro; João Borba; Dona Inah; Eduardo Gudin; Thiago França: sax, flauta, arranjos e direção musical; Marco Bailão: violão; Gian Corrêa: violão de 7; Henrique Araújo: cavaquinho e cavaquinho com afinação de bandolim; Alexandre Ribeiro: clarinete e clarone.
É isso aí, rapaziada! Sucesso total, grande show de lançamento do disco da Dona Inah, que eu tenho o orgulho de ter participado. SESC Poméia lotado, público receptivo, e não era um show tão fácil assim, boa parte das músicas não é tão conhecida. Mesmo assim a resposta foi super calorosa.
Quinteto em Branco e Preto, como sempre, é fogo na mata! A energia da rapaziada contagiou o púlbico. No disco, o Quinteto participou tocando em todas as faixas, o que foi fundamental para o resultado do projeto, porque o som já vem pronto, amarradinho, bem resolvido e cheio de malandragens, ritmo e harmonia conversando em sintonia total.
João Borba, elegantíssimo, encantou o público com uma interpretação inspirada em “Violão Gentil”, presente no disco também.
E pra fechar, não podia faltar o próprio, Eduardo Gudin, compositor homenageado neste trabalho. Pra mim vai ficar guardado na lembrança o abraço apertado do Gudin no final do show, agradecendo pelo cuidado e o carinho com sua obra. Não podia ser outra a não ser “Velho Ateu” pra fechar o show. Duas vezes!
Numa de suas poucas idas ao estúdio durante a gravação, Gudin ficou emocionado com o arranjo de “Longe de casa”, parceria com Paulo Vanzolini, disse que essa é a gravação definitiva da música. A letra, na verdade, é uma poesia, escrita pelo Vanzolini há mais de 50 anos, quando ele estava fora do país, estudando, e que anos depois foi musicada.
“Longe de casa eu choro
E não quero nada
Pois fora do chão ninguém quer
E não pode nada
Sinto falta de São Paulo
De escutar na madrugada
Uns bordões de violões
E uma flauta a chorar prata”
Outro grande momento do CD é a música que dá nome ao álbum, “Olha quem chega”, primeira (de muitas) parcerias entre Gudin e Paulo César Pinheiro, gravada originalmente pela Elizeth Cardoso. A leveza do arranjo, um dos mais trabalhados, e a interpretação ímpar da Inah deram um ar solene à música. Uma grande alegria foi ter trabalhado com a pianista Débora Gurgel, que, além de talentosíssima, é uma pessoa iluminada. Débora assinou os arranjos de “Santo Dia” e “Desperdício”. “Praça 14 Bis”, homenagem à Vai-Vai e ao Bixiga é uma espécie de “Ode à alegria”, a Nona Sinfonia de Beethoven, em forma de samba. Os instrumentos vão chegando aos poucos, se aglutinando, como sugere a letra (Um samba muito bom que me contagiou). Daí surgiu a idéia de citar a música “Consideração”, também parceria com P.C. Pinheiro.
“Toda cidade vai cantar
E finalmente vai voltar
O tempo da paz, dos tempos atrás
O tempo da consideração
Quando era menos ambição
E o coração valia muito mais
Depois dessa, fico por aqui!
Veja também:
no Estadão
Débora Gurgel
Eduardo Gudin
3 Responses to “OLHA QUEM CHEGOU!”
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- Dona Inah na TV Cultura : Sovaco de Cobra - [...] Fonte da imagem: site Thiago França [...]







parabéns pelo show thiagão
Grande Thiago,
fiquei contente ao saber que você produziu o belo CD de Dona Inah cantando Gudin. Ouvi apenas um trecho da faixa “Olha quem chega”. Pena não estar em São Paulo na época do lançamento. Quando vocês virão aqui pelo Rio? Temos que mostrar esse trabalho ao Alfredo e todo o pessoal do Bip-Bip. Já não tenho mais minha namorada paulistana, mas, quem sabe, qualquer dia apareço pelas madrugadas por aí. Vou comprar o CD e depois escreverei sobre ele no meu blog.
Abraços e parabéns!
Dá-le Thiagão! Gostaria muito de estar no lançamento do seu CD, mas infelizmente a (enorme) distância não me permite… Sucesso aí, cara! E quando pintar aqui no mundo véio, já sabe né.
Abração do Cris!!