Metá-Metá
Por muito tempo no imaginário afro-religioso brasileiro o termo “metá-metá” foi aplicado às divindades de natureza dupla que, no caso, pode ser sexual (masculino/feminino) ou simplesmente comportamental. Em meio aos desdobramentos lingüísticos da cultura oral predominante nesse segmento religioso, o termo metá-metá virou no Brasil uma espécie de abreviação referente a duas metades.
Em língua ioruba a palavra metá significa três, sendo assim metá-metá pode ser traduzido em um sentido mais próximo à tradição africana como três ao mesmo tempo, ou seja, a síntese de três elementos em um (1).
É pensando nesse conceito que Juçara Marçal (voz), Thiago França (sax) e Kiko Dinucci (violão e composições) se juntaram para mostrar um trabalho inédito. Com base no universo musical afro-religioso brasileiro, Metá-metá dispensa o uso de percussão, sem deixar as características rítmicas de lado, ressaltando os elementos harmônicos e melódicos, bem como os sígnos da música de influência africana no mundo.
(1) LOPES, Nei, Logunedé: “Santo menino que velho respeita” – 2 ed. – Rio de Janeiro : Pallas, 2002.
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Ontem, 10 de setembro, fizemos nossa primeira gravação oficial, ainda em caráter “demo”. Em outubro a gente grava o disco.
3 Responses to “Metá-Metá”




Prezados, “metà-metà” vem do italiano e significa “metade-metade”.
Corresponde ao inglês “fifty-fifty”.
Abraços,
Laura
Né não, lê o texto. A não ser que exista Orixá Italiano e a gente não tá sabendo…
Laura, “metá” em lingua yoruba quer dizer “três”, está longe do conceito Muzzarela/Calabreza, ao menos que a pizza seja contado em 3 pedaços.